quarta-feira, 19 de abril de 2017

Vem ai!!!

Olá pessoal,
Faz um tempinho que não passamos por aqui. Mas por um bom motivo!
Estivemos nos reestruturando, comemorando nossos dez anos, trocando, nos reciclando, confabulando, trabalhando!
Mas, nunca é tarde para dividir uma boa notícia!
Vem ai em primeira mão, o mais novo trabalho da Cia Girolê.
Um infantil baseado na grande Inezita Barroso!
Aguardem!
Por enquanto, nos acompanhem por aqui ou pelo face:

https://www.facebook.com/ciagirole/

Boas histórias a todos!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NOSSAS HISTÓRIAS EM VERSÕES

              Um dos maiores prazeres e peculiaridades da arte narrativa é a liberdade ao se contar uma história lançando mão de nossas próprias referencias. O ser pensante que ouve a história, ao tentar reapresentá-la em uma nova narração agrega e/ou suprime detalhes que dará à sua fala a marca particular de um autor.

              Nesses anos de convivência com o nosso público de maior alcance, as crianças, fomos presenteadas com diversas histórias contadas por elas ao sabor do momento. Muitas vezes logo depois de contarmos, abrimos a roda perguntando quem quer contar uma história pra gente. Resultado natural entre crianças a partir de 3 anos é que queiram contar uma, duas ou mais histórias que quase sempre não conhecem bem o seu fim ou seu começo. Por isso inventam. Como a menina bonita do laço de fita, que não sabia, mas inventou!

              Recentemente, trabalhando nas atividades de férias em um shopping aqui da cidade de Curitiba, escutei uma versão interessante da história da "Tartaruga e a Fruta Amarela" do livro Contos de Bichos do Mato de Ricardo Azevedo. Contei a história sendo constantemente interrompida pela autora desta versão que irei apresentar. Tinha 4 anos, estava fantasiada de onça e queria porque queria que a onça desse um desfecho na história que eu ainda estava contando. Daí, quando finalmente consegui terminar a história, fiz a pergunta retórica: alguém quer contar uma história agora?

Olívia, a onça impaciente levantou a pata e disse subindo ao palco: - Eu!

E contou:

Era uma vez uma cidade que não tinha água pras pessoas beberem.
Aí apareceu um gigante que destruiu a cidade inteira.
E só uma pessoa estava acordada.
O nome dela era Olívia e tinha 4 anos.
Daí ela foi falar com o gigante. Só ela podia falar com o gigante e ele pediu uma fruta pra ela.
Ele disse que queria uma bananinha.
Daí a Olívia deu um pedaço de banana pra ele e ele foi embora cantando:

-Bananinha, bananinha, não quero esquecer seu nome
-Bananinha, bananinha, não quero esquecer seu nome

Depois disso, as outras crianças aplaudiram, eu tive um derramamento de amores e escrevi mais ou menos a versão dela.

Pra quem não conhece a história que a gente conta da CARAMBOLA CARAMBOLA tem uma gravação que foi feita para o programa Caixinha de Condão da Cia Girolê na série Os Bichos nas Ondas do Rádio especial sobre as tartarugas:

https://soundcloud.com/user-315060524/caixinha-de-condao-10-tartaruga

          O que mais me chamou a atenção na versão da Olívia foi a forma como ela manteve os elementos essenciais da estrutura narrativa e simbólica do conto. Manteve o problema da falta de água e passou a história da floresta para a cidade. Trocou os bichos por pessoas, a bruxa pelo gigante, o herói da tartaruga para ela mesma e a carambola pela banana.

         É interessante a forma como ela redefine os personagens e os elementos mantendo a essência da história. Essa é a arte da escuta refletida na arte da narração. E como a gente faz isso o tempo todo!








sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

GIROLÊ 2015 - ANO DE INTEGRAÇÃO CULTURAL

    A Cia Girolê teve realizações muito inspiradoras no ano de 2015, além de ter participado pela quarta vez consecutiva da 34ª Semana Literária do Sesc em Paranaguá apresentando Alice Ruiz e Manoel de Barros para o público infantil e ministrando uma oficina inédita de criação literária para o público adolescente, ter ido à capital gaúcha pela terceira vez no VIII Festival de Contadores de História de Porto Alegre com o conto "A terceira margem do rio" de Guimarães Rosa e apresentado no 1º Encontro de Contadores de Histórias Guido Viaro a curiosa história da Princesa e o Piolho, uma de nossas integrantes, Caroline Casagrande, viveu uma troca muito significativa para a área de pesquisa e trabalho do grupo no primeiro semestre através de sua experiencia de intercambio na cidade de Bahia Blanca, na província de Buenos Aires - Argentina.
       Cabe aqui registrar essa passagem como uma forma de valorizar a integração cultural latino americana, reconhecendo e valorizando nossos encontros e contrastes através da arte e da educação.

Empresto a primeira pessoa para narrar como foi que pude aliar a oportunidade de participar de um programa de mobilidade acadêmica pela UFPR, onde estou concluindo licenciatura em Letras, com o trabalho de Contação de Histórias e Rádio para crianças na cidade onde residi.  
                                               
                                                           
                                                                         
    Cheguei à Bahia Blanca em meados de março para começar o ano letivo na Universidad Nacional del Sur, onde cursei durante quatro meses três disciplinas na área da Literatura e da Educação. Tive a sorte de ter como professora de Didactica de la Lengua y la Literatura, a narradora oral Marta Negrín do grupo Hechiceras de Palabras que formou-se pela Escuela de Narración Oral Estudio De La Palabra de Maryta Berenguer, escritora e narradora de destaque na Argentina. Logo fui apresentada à Maryta que convidou-me para narrar um conto no evento de comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil na sua Biblioteca Pajarita de Papel. Assim, pude apresentar a Contação de História Niña Bonita, uma versão em espanhol do texto A Menina Bonita do Laço de Fita de Ana Maria Machado com músicas do folclore argentino e de autoria própria criada em 2009 com Luana Godin, uma das fundadoras da Cia Girolê. Em seguida conheci um centro cultural chamado La Panadería que tinha os domingos reservados para programação infantil, lá também pude apresentar o mesmo conto em duas datas.     



     As apresentações marcaram o início dos trabalhos com muito entusiasmo e fortaleceram o contato com a Escola de Narração Oral de Maryta Berenguer, onde pude frequentar algumas aulas na turma das narradoras avançadas conhecendo um pouco mais da cena de "Cuenta Cuentos" na cidade e na província. Porém, foi na divulgação da Niña Bonita que veio a surpresa maior. Quando estive na Radio Nacional Bahia Blanca AM 560, a rádio pública argentina, para divulgar o evento, perguntei ao locutor Marcelo Dunetz se havia na programação da rádio algum programa para crianças. Diante de sua resposta negativa fiz a proposta de um programa semanal com músicas, histórias, charadas, curiosidades e entrevistas para o público infantil inspirado no programa radiofônico Caixinha de Condão, que desenvolvi e apresentei durante 6 meses na Rádio Globo AM 670 em Curitiba no ano de 2009/2010. Depois de uma breve apresentação da ideia para a equipe da rádio, a proposta de trabalho foi aceita pela direção com data para começar no sábado dia 09 de maio! 




   




Estúdio móvel da Radio Nacional dentro da Feira do Livro em Buenos Aires
                                         

     O nome do programa Radio Rayuela foi escolhido junto com Marcelo Dunetz e significa em português o jogo da amarelinha. Definimos também os quadros e o esqueleto do roteiro da série de  9 programas que iriam ao ar todos os sábados das 12 às 13 horas até o dia 04 de julho, quando eu já estaria de retorno ao Brasil. A temática dos programas foi Bichos, cada um deles trazia músicas, histórias e curiosidades referentes a um bicho em especial. No entanto, ainda havia alguns dias antes da estréia e tive a alegria de poder ir à capital Buenos Aires para conhecer a 41º Feira Internacional do Livro de Buenos Aires e participar do 20º Encontro Internacional de Narração Oral: "Cuenteros y Cuentacuentos", "20 Vueltas alrededor del cuento".

        A dimensão da Feira é gigantesca, o público visitante é tão vasto e variado que só posso encontrar comparação a um dia de clássico do futebol no Maracanã num domingo de sol. Sim, os argentinos leem, e leem em quantidade e qualidade; não só valorizam a leitura como a naturalizaram como um hábito comum entre eles. 


                                 
   No Encontro Internacional de Narração, dentro da programação da Feira, pude participar de 3 oficinas fantásticas: Construção de uma partitura cênica para contar contos com a chilena Alejandra Hurtado, Canto, logo Conto com a portuguesa Ana Sofía Paiva e Oficina de radio: uma caminho para socializar as vozes com Lidia Argibay e Agustín Tealdo da Escola Narrativa Radial de Buenos Aires. Mais importante que exercitar as técnicas apresentadas por cada um dos proponentes, os encontros foram válidos para conhecer o trabalho destes artistas dentro de uma linguagem própria e marcada pelos traços culturais de seus países de origem. Tive a oportunidade também de narrar o conto Forró no Céu em português para o público adulto presente na roda aberta de contos Cuentos entre mate y mate coordenada por Carmen Bártolo. 

                                           


     Narrar o conto em português para um público de hispano-falantes foi muito especial, muitos conheciam outras versões da história do sapo que queria ir à uma festa no céu e escondeu-se no violão do Urubu, por isso creio que todos compreenderam a narrativa e puderam conhecer muitas palavras e expressões em português. Essa experiencia mostra como é possível e rica a comunicação entre essas duas línguas vizinhas quando há disposição,tempo, interesse e atenção do falante e do ouvinte. Ponto pro Brasil, ponto pra Argentina. 

     De volta para Bahia Blanca, dei inicio ao programa Radio Rayuela na Radio Nacional. Para produzir cada um dos programas realizei uma vasta pesquisa no acervo de livros da sessão infantil da Biblioteca Popular Bernardino Rivadavia e descobri autores argentinos maravilhosos que não posso deixar de citar aqui: Liliana Bodoc, Maria Elena Walsh(compositora também), Laura Devetach, Javier Villafañe, Jorge Lujan, Liliana Cinetto, Elsa Bornemann, Silvia Schujer, Ema Wolf, Gustavo Roldán, entre outros. Na área da música pra criança conheci alguns compositores de destaque como Luis Pescetti, Magdalena Flietas, Mariana Baggio e diversas canções infantis populares recolhidas das crianças e amigos que fiz na cidade. Duas edições do programa contaram com minhas versões em espanhol de contos brasileiros como o Forró no Céu e a Tartaruga e fruta amarela de Ricardo Azevedo. Além dos textos literários e músicas, houve a participação de artistas locais como a banda de rock para crianças Rodi y los Fantabulósikos, as meninas cantoras do Yaga Plush, a narradora oral Marta Negrin, o escritor infanto-juvenil Horacio Alva, a nutricionista Lorena Cortondo e a bióloga e professora Marisa Ruggiero. 

   Como não podia faltar, também fiz questão de inserir nos programas músicas brasileiras para criança de compositores como Helio Ziskind, Paulo Tatit e Sandra Perez, Bia Bedran e Rosi Greca, algumas com tradução espontânea para o espanhol. Para a transmissão e produção das 9 edições do programa contei com o apoio do locutor Marcelo Dunetz e os trabalhos técnicos de Horacio Vitangeli e Carlos Apaolaza e posso dizer que ao final ficou registrado um material fonográfico de muita riqueza que reuniu boas referencias da produção cultural para a criança latino americana e que servirá aos futuros projetos interculturais da Cia Girolê.





                                               

Ouça aqui a segunda, a sétima e a nona edição do programa: 

https://soundcloud.com/caroline-casagrande/radio-rayuela-2
https://soundcloud.com/user565315642/radio-rayuela-7
https://soundcloud.com/user565315642

E aqui veja um trecho do programa Sapos (quarta edição) apresentando o conto Forró no Céu em espanhol com a participação das crianças Juan, Catalina e Julieta:



      O trabalho na Radio Nacional me trouxe muita satisfação e alegria, principalmente por unir as áreas de conhecimento a que tenho me dedicado desde 2006: Comunicação, Literatura, Contação de História, Música e consequentemente Educação. Porém, senti necessidade do contato efetivo com o público infantil das escolas da cidade e a curiosidade de conhecê-las. Por isso, através de algumas parcerias pude atuar em Escolas Públicas de Bahia Blanca apresentando meu trabalho de Contação de Histórias. O primeiro deles foi na Escola Municipal de Especiais Stela Maris, através da arte-educadora Silvina Durán(estudante da Escola de Narração de Maryta), onde fui muito bem recebida pelos alunos, professores e colaboradores do espaço. Além de narrar a história da Niña Bonita mais uma vez, apresentei canções populares infantis brasileiras.



         O segundo trabalho foi em parceria com o grupo Hechiceras de Palabras, o qual minha professora Marta Negrín faz parte e trabalha apresentando contos em diversas instituições de ensino da cidade. Nesta ocasião apresentei-me na Escola Municipal nº 9 junto com outras 3 narradoras, ou contadoras de história, do grupo em um projeto chamado Cuentos de Brujas, que como o próprio nome já diz, apresenta especialmente contos de bruxas, retirados da literatura infantil argentina. Para "enquadrar-me" na proposta, desta vez apresentei pela primeira vez em espanhol o conto A Tartaruga e a fruta amarela de Ricardo Azevedo, em que há uma bruxa que tenta confundir os animais que vão até o céu perguntar o nome da fruta a Deus. A versão La Tortuga y la fruta amarilla foi feita com o apoio e a revisão de Marta Negrín e teve muito sucesso junto às crianças da escola que terminaram a história cantando comigo: carambola, carambola, no me tengo que olvidar/ carambola/carambola así podremos merendar!




    O último trabalho realizado em escola para crianças em Bahia Blanca foi em uma instituição particular chamada Escuela de la Ciudad, também em parceria com as Hechiceras de Palabras. Junto à narradora Maria Izabel Bendaña apresentei a Niña Bonita, não antes de responder uma série de curiosidades das crianças sobre o Brasil: que animais temos aqui, como são as praias, que língua falamos, do que as crianças brincam aqui, entre outras perguntas que me diverti muito respondendo. 


      Outra experiencia significativa aconteceu no evento Celebraciones, de homenagem a Eduardo Galeano, uma parceria da Universidad Nacional del Sur com as Hechiceras de Palabras. Foram convidados alunos do ensino médio público e particular de Bahia Blanca para participarem de atividades de escuta de narrações de textos do Galeano pelas Hechiceras e produção textual com orientação dos alunos de Didática da professora Marta Negrín. Pude participar fazendo um fundo musical com o violão para textos selecionados do Livro dos Abraços do Galeano narrados pelas Hechiceras e ministrando uma oficina literária baseada em textos do mesmo livro junto aos jovens participantes do evento com ênfase na prática oral interpretativa dos mesmos. 




                           

     O trabalho com os jovens alunos não parou por aí, a convite da bióloga, professora e amiga Marisa Ruggiero participei da Jornada Nacional Lectura Escuela Comunidad na Escola de Educação Secundária nº 24, fazendo uma performance poética e musical com textos de Cecília Meireles e Paulo Leminski e canções populares brasileiras. O evento acontece anualmente nas escolas públicas de ensino médio de Bahia Blanca e tem a intenção de promover ações de incentivo à leitura junto aos pais e alunos de cada instituição. Nesta ocasião, os alunos apresentaram um programa de rádio ao vivo com músicas de protesto e leram trechos de textos literários trabalhados naquele final de semestre. Por mais que eu quisesse apresentar meu trabalho em espanhol, fui solicitada para falar e cantar em português pois, segundo os alunos e professores, soava muito doce e eles gostavam do sotaque. Mais uma vez pude experienciar a troca: uma conversa cheia de descobertas em português e espanhol apontando para horizontes culturais além do futebol e do samba!

                       
                      


   Para encerrar com chave de ouro essa experiencia e levar boas recordações deste pedaço da Argentina tão especial compartilhei com o grupo Hechiceras de Palabras uma oficina voltada para a canção dentro da contação de histórias, um formato novo que viemos a desenvolver mais tarde dentro da programação do VIII Festival de Contadores de Histórias de Porto Alegre em outubro de 2015 com Cleo Cavalcantty. Participaram da oficina 7 narradoras do grupo, além de exercícios de criação de pequenas cantigas para contos clássicos da literatura infantil, narrativas dialogadas para cancões populares infantis argentinas e troca de histórias entre todas, fui presenteada com dois livros da escritora argentina Maria Elena Walsh e uma paródia da canção brasileira Borboleta Pequenina de Adoniran Barbosa feita por elas:   

                               Mariposa colorida             /Borboleta colorida
                               vuela muy cerca de mí       /voa muito perto de mim
                               regalame tus colores         /presenteia-me tuas cores
                               que los quiero en mi jardín /que as quero em meu jardim
                                     
                               Y se un día te alejaras       / E se um te distanciares
                               en busca de otro confín     / em busca de outro confim
                               recordá las Hechiceras     / lembre das Hechiceras
                               que volaron junto a ti       / que voaram junto a ti


Grupo de narradoras orais Hechiceras de Palabras

   Depois de quatro meses na cidade de Bahia Blanca regressei ao Brasil na segunda metade do mês de julho de 2015. Com o coração e a memória cheios de histórias e canções de onde passei fiz uma pequena apresentação na FNAC de Curitiba com alguns contos e músicas em espanhol para o público que costuma ir compartilhar nossas contações de história aos sábados na loja.

  Porém, essa viagem não acaba por aqui! Com o trabalho de tradução de alguns textos da literatura argentina para crianças, criação de versões bilíngues de canções autorais e populares e a pesquisa em produção cultural infantil latino-americana, a Cia Girolê pretende desenvolver projetos visando a disseminação da cultura dos povos vizinhos, utilizando nossas diferenças e semelhanças como aliadas na busca por uma integração cultural que nos faça irmãos na arte e na vida!

        COLORIN COLOROU ESTE CONTO APENAS COMEÇOU!!!

   










terça-feira, 17 de novembro de 2015

Amarelada de medo

Um clássico da literatura infantil brasileira, Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque, foi publicado em 1970, e relançado em 1979 com ilustrações de Ziraldo.

Era a Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo,
aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada
mas tossia.
Ouvia conto de fada
e estremecia
Não brincava mais de nada,
nem de amarelinha.



Confira a adaptação realizada pela Cia. Girolê:



domingo, 22 de março de 2015

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Em breve mais atualizações


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CONTO EU, CONTA VOCÊ! OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS DA CIA GIROLÊ

A arte de contar histórias é inerente ao ser humano. Os rituais primitivos do homem em volta do fogo, as narrações de situações corriqueiras, as brincadeiras das crianças e os próprios artistas contam, recontam e inventam histórias cotidianamente. A diferença entre estas formas de contar histórias está na técnica e estética escolhida. A Cia. Girolê acredita que todo ser humano é um contador de histórias em potencial. Assim, para estimular esta habilidade propomos na Oficina:

- Troca de histórias vividas e/ou conhecidas (exercício de escuta e narração oral);
- Jogos teatrais;
- Abstração de objetos para Contação de Histórias;
- Experimento Texto e Trilha musical;
- Musicalização de poemas;
- Criação de canções para histórias e brincadeiras.
- Produção escrita de histórias em diferentes gêneros;
- Leitura e apresentação de histórias da literatura infanto-juvenil, contos populares e fantásticos a fim de enriquecer e ampliar o repertório dos participantes.

     A Contação de Histórias se mostra cada vez mais como um instrumento importante para o desenvolvimento pessoal, em que podemos descobrir outros lugares e tempos, outras éticas, outras maneiras de ser e agir, assimilar conhecimentos, desenvolver sensos críticos, revelar emoções e pensamentos. Para contar bem uma história é necessário que o contador escolha algo que lhe toque intimamente, só assim poderá tocar seu público e realizar uma troca genuína de experiências.

Ministrantes: Caroline Casagrande e Moira Albuquerque (Cia. Girolê)                     
Público Alvo: Professores(as), pedagogos(as), estudantes, pais e interessados.
Local: CREATIVE TIME – Av. Cândido Hartmann, 1326 Mercês.
Data: 6 e 7 de setembro
Horários: dia 6 das 14h às 18h / dia 7 das 15h às 19h.
Carga horaria: 8 horas
Investimento: R$ 150,00
Informações: ciagirole@yahoo.com.br /(41) 99167806 (Caroline)/ 96460612 (Moira) 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Palavra Feia de Alberto

                                      

A  nova contação de histórias da Cia. Girolê 

                                                             núcleo de Curitiba


 

         Fotos de
         Lauro Borges






                           


Que palavra usaria se pisassem no seu dedão? 
Alberto usou uma palavra feia, horripilante, nada elegante. Assim, começou a confusão! 
Existem tantas palavras voando nesse mundão, só tem que escolher a melhor pra cada situação. 
Essa história foi adaptada do livro homônimo da norte americana Audrey Wood, a mesma autora de A Bruxa Salomé, O Rei Bigodeira e sua Banheira, entre outros.